Angústia
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Já não era cedo quando deitei para tentar dormir, meu corpo estava extremamente cansado, o dia não tinha sido fácil, em alguns momentos cheguei a “sonhar” com aquela cama, com aquele momento de paz.
Dentro de mim, agitava-se, inquieto, o meu espírito. O que eu deveria fazer? Qual a decisão correta a se tomar? Depois de me virar para lá e para cá diversas vezes, finalmente peguei no sono, dormi como uma pedra, sono agitado e pesado.
Introspectiva, saí para trabalhar, não me saía da cabeça algo que li, certa vez, sobre um homem chamado Jonas.
Muitos já ouviram falar dele, e o que se fala de Jonas não é bom, mas está lá, registrado, para as gerações futuras, situações parecidas outros haveriam de passar.
Você deve estar se perguntando “afinal, o que foi que aconteceu?”, bem, Jonas não matou, não roubou, ele não fez nada, ele simplesmente deveria ter feito alguma coisa e não fez.
Que mal há nisso? Muitas vezes prejudicamos os outros com os nossos erros, porque somos inexperientes, eu já fiz isso diversas vezes, me faltou tato para falar com alguém ou, querendo ajudar, acabei exagerando. Aprendi com isso.
Melhor pecar pelo excesso do que pela falta.
Jonas, contrariamente, pecou pela falta, era para ele ir a um determinado lugar e não foi.
Estou tentando encontrar esse texto, na Bíblia, difícil até mesmo de achar, o livro de Jonas é minúsculo! Também, não fez nada de grande, foi negligente, fujão!
Ele só tinha que ir para uma cidade e falar que a maldade deles estava demais da conta, se não mudassem iriam prejudicar a si mesmos, mas tinham uma chance de se consertar. Era isso que deveria fazer, mas não fez, ignorou, não era problema dele, era problema dos outros, pegou um barco e foi pelo caminho oposto.
Esse pensamento, com certeza, já passou pela sua cabeça: “eu quero sumir, vou me mandar daqui!”. Jonas não só pensou, ele “deu no pé” (vazou).
O que aconteceu, ele passou por uma tempestade e se viu sozinho, é tão difícil enfrentar um problema sozinho, não é mesmo? Porém, quando estamos sozinhos ouvimos melhor a voz da nossa consciência, podemos repensar nossas atitudes e temos a chance de nos consertar.
Jonas viu que estava errado, pediu perdão para Deus e , indo contra os seus sentimentos, fez o que tinha que ser feito.
Deixo uma frase, até muito conhecida, de Martin Luther King, o pastor negro, líder racial, que lutou tanto pelos desfavorecidos:
“O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”.
Um abraço a todos.
Dentro de mim, agitava-se, inquieto, o meu espírito. O que eu deveria fazer? Qual a decisão correta a se tomar? Depois de me virar para lá e para cá diversas vezes, finalmente peguei no sono, dormi como uma pedra, sono agitado e pesado.
Introspectiva, saí para trabalhar, não me saía da cabeça algo que li, certa vez, sobre um homem chamado Jonas.
Muitos já ouviram falar dele, e o que se fala de Jonas não é bom, mas está lá, registrado, para as gerações futuras, situações parecidas outros haveriam de passar.
Você deve estar se perguntando “afinal, o que foi que aconteceu?”, bem, Jonas não matou, não roubou, ele não fez nada, ele simplesmente deveria ter feito alguma coisa e não fez.
Que mal há nisso? Muitas vezes prejudicamos os outros com os nossos erros, porque somos inexperientes, eu já fiz isso diversas vezes, me faltou tato para falar com alguém ou, querendo ajudar, acabei exagerando. Aprendi com isso.
Melhor pecar pelo excesso do que pela falta.
Jonas, contrariamente, pecou pela falta, era para ele ir a um determinado lugar e não foi.
Estou tentando encontrar esse texto, na Bíblia, difícil até mesmo de achar, o livro de Jonas é minúsculo! Também, não fez nada de grande, foi negligente, fujão!
Ele só tinha que ir para uma cidade e falar que a maldade deles estava demais da conta, se não mudassem iriam prejudicar a si mesmos, mas tinham uma chance de se consertar. Era isso que deveria fazer, mas não fez, ignorou, não era problema dele, era problema dos outros, pegou um barco e foi pelo caminho oposto.
Esse pensamento, com certeza, já passou pela sua cabeça: “eu quero sumir, vou me mandar daqui!”. Jonas não só pensou, ele “deu no pé” (vazou).
O que aconteceu, ele passou por uma tempestade e se viu sozinho, é tão difícil enfrentar um problema sozinho, não é mesmo? Porém, quando estamos sozinhos ouvimos melhor a voz da nossa consciência, podemos repensar nossas atitudes e temos a chance de nos consertar.
Jonas viu que estava errado, pediu perdão para Deus e , indo contra os seus sentimentos, fez o que tinha que ser feito.
Deixo uma frase, até muito conhecida, de Martin Luther King, o pastor negro, líder racial, que lutou tanto pelos desfavorecidos:
“O que me preocupa não é o grito dos maus, é o silêncio dos bons”.
Um abraço a todos.
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Ana de Matos
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Natal no interior
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Família grande (enorme) não sei porque, o povo do interior “procria” tanto, minha avó teve 11 filhos e cada filho se multiplicou pelo menos 4 vezes, então imagine! A palavra bíblica preferida deles, com certeza, era “enchei a terra”.
Todo ano os patriarcas, dona Jovelina e seu Brasílio, reuniam a extensa prole para comemorar o Natal. Não lembro de ceia de Natal, isso nunca teve, o forte mesmo era no dia 25, matavam boi, porco, minha avó fazia lingüiça e junto com minhas tias, preparavam o almoço, muita comida.
Certa vez prepararam um lugar especial no bosque, derrubaram algumas árvores e fizeram um descampado entre as árvores. Era tudo o que uma criança poderia querer, espaço, natureza e a família reunida!
Havia muita harmonia entre eles, pelo menos eu sentia isso, se existiam discórdias, meus olhos puros de menina com certeza não perceberiam.
Presentes também não tinha, muito menos o tal do papai Noel, acho que só fui ver um quando era grande (quer dizer, maior).
Cada qual com seus costumes, mas nunca fomos de cultuar o Natal, pinheirinho, essas coisas. Para nós, o importante mesmo era a reunião da família, aquele almoço que mais parecia uma grande festa, muita gente, muitas crianças, comida à vontade.
Apesar de meus avós possuírem muitas popriedades, eram muito simples e foi justamente essa simplicidade que marcou minhas recordações, sem estress, sem preocupações, uma simples e harmônica reunião de família.
Realmente, existem coisas na vida que o dinheiro não compra... concordo que para todas as outras existe o cartão de crédito, fazer compras é bom demais!!! Um sapato, uma roupa nova, perfume importado e tudo que o dinheiro pode nos dar, mas não esquecer das coisas simples da vida, que o dinheiro não compra, isso não tem preço!
Um abraço caloroso.
Todo ano os patriarcas, dona Jovelina e seu Brasílio, reuniam a extensa prole para comemorar o Natal. Não lembro de ceia de Natal, isso nunca teve, o forte mesmo era no dia 25, matavam boi, porco, minha avó fazia lingüiça e junto com minhas tias, preparavam o almoço, muita comida.
Certa vez prepararam um lugar especial no bosque, derrubaram algumas árvores e fizeram um descampado entre as árvores. Era tudo o que uma criança poderia querer, espaço, natureza e a família reunida!
Havia muita harmonia entre eles, pelo menos eu sentia isso, se existiam discórdias, meus olhos puros de menina com certeza não perceberiam.
Presentes também não tinha, muito menos o tal do papai Noel, acho que só fui ver um quando era grande (quer dizer, maior).
Cada qual com seus costumes, mas nunca fomos de cultuar o Natal, pinheirinho, essas coisas. Para nós, o importante mesmo era a reunião da família, aquele almoço que mais parecia uma grande festa, muita gente, muitas crianças, comida à vontade.
Apesar de meus avós possuírem muitas popriedades, eram muito simples e foi justamente essa simplicidade que marcou minhas recordações, sem estress, sem preocupações, uma simples e harmônica reunião de família.
Realmente, existem coisas na vida que o dinheiro não compra... concordo que para todas as outras existe o cartão de crédito, fazer compras é bom demais!!! Um sapato, uma roupa nova, perfume importado e tudo que o dinheiro pode nos dar, mas não esquecer das coisas simples da vida, que o dinheiro não compra, isso não tem preço!
Um abraço caloroso.
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Ana de Matos
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Se parar o bicho come
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Vi a foto de um passarinho tão tranquilo, barrigudinho (devia ter acabado de comer), distraído - e uma cobra pronta para devorá-lo, fiquei pensando no pobre do passarinho, também, quem manda ficar pensando na "morte da bezerra".
Tá aí o tal pensador:
O tempo passa rápido demais para nós e cada dia é uma oportunidade a menos. Tenho um amigo, solteirão, conheço-o há muito tempo, eu vivia tentando encontrar o par perfeito para ele, muito exigente esse meu amigo, sempre colocava defeito nas supostas pretendentes, escolheu tanto que acabou sozinho.
Porque escolheu demais? Porque tinha medo de sofrer.
O medo é uma trava à felicidade, em todos os sentidos, aprendemos muito com o sofrimento, é como a criança que põe a mão no ferro quente (minha filha já fez isso), duvido que faça de novo, pensamos duas vezes antes de fazer alguma coisa que já nos causou dor, ou de retomar atividades em que fomos derrotados.
Davi enfrentou isso, em certa ocasião, os amalequitas destruíram uma cidade sua e levaram as mulheres como escravas, a tristeza foi tão grande que, junto com seus soldados, choraram até não ter mais forças para chorar. Já aconteceu com você de chorar até não aguentar mais? Comigo sim.
Então, conta a história, que Davi se reanimou em Deus e perguntou a Ele se deveria perseguir os inimigos, e se os alcançaria. Deus respondeu sim, persiga, sim, irá alcançá-los e libertará os seus. E assim aconteceu.
Perdemos oportunidades, imaginamos fantasmas, choramos e nos desesperamos à toa, sem ao menos tentar novamente, sem dar à nós mesmos uma segunda chance.
Se você ficar estático o infortúnio irá lhe destruir, à semelhança do passarinho devorado pela serpente.
Já chorou, reclamou, esperneou? Então vá adiante, e retome seus objetivos, sem medo de ser feliz.
A passagem sobre Davi você pode conferir em 1Samuel 30. 1-20.
Um abraço grande.
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Ana de Matos
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A amendoeira e a primavera
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Inventei de costurar, não sou uma expert em costura, mas de vez em quando gosto de fazer alguma coisa, só não costuro melhor por falta de vontade mesmo (eu não gosto de costurar).
Estava costurando quando a agulha quebrou, por alguns segundos voltei no tempo, em minha mente, soou a voz de minha mãe, dizendo: "Ana Maria, (só me chamava assim quando estava brava) não vá quebrar minhas agulhas todas!", era dito e feito, eu acabava destruindo todo o estoque de agulhas dela. Não sei o que acontecia, se ela não falasse talvez não acontecesse, mas aquela palavra era determinante.
E muito do que ela falava era determinante, com certeza já aconteceu com você de ouvir uma palavra e aquilo ficar "martelando" em seus pensamentos e, depois de anos você ainda se lembrar.
É porque a palavra tem poder, se ouvimos uma piada, uma brincadeira, nós rimos, porque aquela palavra nos traz alegria, se, ao contrário, escutamos uma palavra desagradável, aquilo nos causa constrangimento, é o poder que a palavra carrega, do bem ou do mal.
Quando Deus diz alguma coisa para você, Ele sabe do que está falando, tem conhecimento do poder que aquela palavra tem. Em uma passagem, no livro de Jeremias (cap. 1.11) Deus pergunta ao profeta o que ele vê, Jeremias diz estar vendo uma vara de amendoeira, em resposta, Deus fala a Jeremias: "viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir", velar significa cuidar zelozamente, principalmente durante a noite, sem abandonar.
Você deve estar se perguntando, "o que tem a ver a vara de amendoeira?" É um paralelismo, o conhecedor da natureza sabe que a amendoeira é a primeira árvore que brota, passado o inverno, pré-anunciando a vinda da nova estação, você olha para ela e sabe que vai acontecer, vai chegar a primavera, assim como a Palavra que vem da boca de Deus, não falha, você sabe que vai acontecer.
Deus prometeu lhe abençoar, Ele está zelando por essa palavra, dia e noite, para, poderosamente, cumpri-la em sua vida. Vai acontecer.
Um grande abraço e minha oração é por você.
Estava costurando quando a agulha quebrou, por alguns segundos voltei no tempo, em minha mente, soou a voz de minha mãe, dizendo: "Ana Maria, (só me chamava assim quando estava brava) não vá quebrar minhas agulhas todas!", era dito e feito, eu acabava destruindo todo o estoque de agulhas dela. Não sei o que acontecia, se ela não falasse talvez não acontecesse, mas aquela palavra era determinante.
E muito do que ela falava era determinante, com certeza já aconteceu com você de ouvir uma palavra e aquilo ficar "martelando" em seus pensamentos e, depois de anos você ainda se lembrar.
É porque a palavra tem poder, se ouvimos uma piada, uma brincadeira, nós rimos, porque aquela palavra nos traz alegria, se, ao contrário, escutamos uma palavra desagradável, aquilo nos causa constrangimento, é o poder que a palavra carrega, do bem ou do mal.
Quando Deus diz alguma coisa para você, Ele sabe do que está falando, tem conhecimento do poder que aquela palavra tem. Em uma passagem, no livro de Jeremias (cap. 1.11) Deus pergunta ao profeta o que ele vê, Jeremias diz estar vendo uma vara de amendoeira, em resposta, Deus fala a Jeremias: "viste bem, porque eu velo sobre a minha palavra para a cumprir", velar significa cuidar zelozamente, principalmente durante a noite, sem abandonar.
Você deve estar se perguntando, "o que tem a ver a vara de amendoeira?" É um paralelismo, o conhecedor da natureza sabe que a amendoeira é a primeira árvore que brota, passado o inverno, pré-anunciando a vinda da nova estação, você olha para ela e sabe que vai acontecer, vai chegar a primavera, assim como a Palavra que vem da boca de Deus, não falha, você sabe que vai acontecer.
Deus prometeu lhe abençoar, Ele está zelando por essa palavra, dia e noite, para, poderosamente, cumpri-la em sua vida. Vai acontecer.
Um grande abraço e minha oração é por você.
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Ana de Matos
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Avistei uma plantação
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Certa vez, em viagem ao interior, fiquei maravilhada com os campos, com as plantações que via pelo caminho, não tem como não enxergar uma árvore cheia de frutos ou um campo florido, recheado de grãos, esperando a colheita.
Eu ia visitar a minha avó, dei uma passadinha na casa de meu tio Jaime, o tio mais querido, de todos os 11 filhos e filhas de minha avó. Ele, visivelmente entusiasmado, ocupou alguns minutos de seu tempo para falar de sua principal atividade, estava criando bicho da seda, me levou ao galpão onde ficavam os casulos. As larvas (umas coisinhas feias) se alimentam de folhas de amoreira, o tio tinha uma plantação só para alimentá-las, elas formam um casulo que dá origem à seda. Dava para ganhar um bom dinheiro com isso.
É bom ver o resultado de um trabalho, no começo é tudo feio, o bicho da seda pode não ser muito bonito, mas ele gera a seda, tão delicada e linda que é.
E aquela terra, quem diria que aquele solo tão cheio de mato, galhos secos, pedras, depois de limpo e arado faria crescer tão bela plantação?
Está escrito: “(Jesus na cruz)...não tinha aparência nem formosura, olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse...Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito" (Isaías 53.1, 11), você consegue entender esse texto? Está falando de Jesus, quando Ele estava na cruz, a Sua aparência não era bela devido ao sacrifício que estava fazendo, era o momento.
No final o sacrifício valeu a pena, as coisas mudaram, conquistou, recebeu.
Eu ia visitar a minha avó, dei uma passadinha na casa de meu tio Jaime, o tio mais querido, de todos os 11 filhos e filhas de minha avó. Ele, visivelmente entusiasmado, ocupou alguns minutos de seu tempo para falar de sua principal atividade, estava criando bicho da seda, me levou ao galpão onde ficavam os casulos. As larvas (umas coisinhas feias) se alimentam de folhas de amoreira, o tio tinha uma plantação só para alimentá-las, elas formam um casulo que dá origem à seda. Dava para ganhar um bom dinheiro com isso.
É bom ver o resultado de um trabalho, no começo é tudo feio, o bicho da seda pode não ser muito bonito, mas ele gera a seda, tão delicada e linda que é.
E aquela terra, quem diria que aquele solo tão cheio de mato, galhos secos, pedras, depois de limpo e arado faria crescer tão bela plantação?
Está escrito: “(Jesus na cruz)...não tinha aparência nem formosura, olhamo-lo, mas nenhuma beleza havia que nos agradasse...Ele verá o fruto do penoso trabalho de Sua alma e ficará satisfeito" (Isaías 53.1, 11), você consegue entender esse texto? Está falando de Jesus, quando Ele estava na cruz, a Sua aparência não era bela devido ao sacrifício que estava fazendo, era o momento.
No final o sacrifício valeu a pena, as coisas mudaram, conquistou, recebeu.
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